Metodologia de Pesquisa: mapas mentais

Origem: Cadernos Colaborativos, a enciclopédia livre.

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O que é um Mindmap?

Exemplo de um mapa mental feito em folha de papel.
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Exemplo de um mapa mental feito em folha de papel.

Mindmap ou mapa mental é uma representação gráfica do pensamento, de idéias. O pensamento não é linear, como pode parecer quando se faz um listagem de tópicos a serem trabalhados em um artigo ou tese científica. Isso foi feito no capítulo anterior deste artigo, mas pode não ser a melhor forma de se iniciar um projeto.

O modelo dos mapas mentais é composto por um ponto central, que pode ser uma idéia, um projeto, um evento etc. Ao seu redor as demais idéias vão sendo agrupadas. Ao mesmo tempo em que se objetiva definir os passos a serem tomados, não há nenhuma obrigação de se estruturar as idéias em um primeiro momento. É um modelo muito interessante para se trabalhar com brainstorms, ou seja, aquela confusão proposital de idéias que apenas depois deverão ser organizadas.

Esta técnica é muito utilizada nos dias atuais para se iniciar um Gerenciamento de Projetos. Isso porque quando este está para ser iniciado, normalmente não se tem uma idéia muito precisa do que será feito, apenas as idéias iniciais. E esta parece ser uma ótima forma também para se começar qualquer pesquisa, trabalho acadêmico ou tese. A situação é bem parecida, pois normalmente se tem uma idéia inicial e algumas principais a respeito do que se pretende pesquisar. Mas a definição de tópicos específicos, das obras a serem consultadas etc, isso só será feito posteriormente.

Os mapas mentais são utilizados há séculos. Os primeiros usos de mapas mentais remontam, provavelmente, há cerca de 1800 anos.

Não faz parte do objetivo deste texto fazer um aprofundamento na história ou nas características elementares dos mapas mentais, mas sim explicar seu uso voltado para a pesquisa acadêmica. Para maior aprofundamento visite a página sobre os Mindmaps na Wikipedia.

Como utilizar um mapa mental

Algumas regras básicas a respeito dos mapas mentais:

  • Não se preocupe com a organização das idéias no começo. Coloque a idéia central no meio do seu mapa mental e vá ligando outras idéias a ela ou às idéias-filhas sem refletir muito sobre a a sua relevância. Apenas após ter esgotado as suas idéias é que sua estrutura deverá ser organizada.
  • Use cores, imagens, ícones e quaisquer outros elementos gráficos que ajudem na identificação dos ramos de pensamento e facilitem o processo de relembrar o fluxo de uma idéia.
  • Procure não utilizar frases longas, tente ser o mais sintético possível com cada idéia, de preferência utilizando apenas uma única palavra.
  • Use uma formatação que permita identificar facilmente o nível de uma idéia, ou seja, quão longe ela está do centro.
  • Identifique suas idéias, após organizadas, com números ou qualquer outra forma que permita identificar facilmente qual a ordem a ser seguida para a leitura de um mapa mental pronto.

Tais regras aplicam-se para qualquer tipo de mapa mental, seja feito no papel, seja no computador.

Felizmente, há diversos softwares disponíveis no mercado para se trabalhar com mapas mentais. A maioria deles possui todas as características básicas necessárias para se aplicar as regras citadas acima. O que utilizamos aqui é o Freemind. Há outros mais completos, mas este é Open Source, gratuito, tem seu código-fonte disponível e roda em praticamente todos os sistemas operacionais disponíveis no mercado. Além disso, seu uso é bem simples até mesmo para um iniciante.

Recomenda-se instalar o software e fazer alguns testes antes de prosseguir com a leitura deste texto.

Utilizando mapas mentais

Primeiro passo

Exemplo de um primeiro mapa mental para um jantar. Clique sobre a figura para ver maior.
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Exemplo de um primeiro mapa mental para um jantar. Clique sobre a figura para ver maior.

A melhor forma de se entender o funcionamento dos mapas é com exemplos. Neste primeiro, utilizaremos um mapa mental para a organização de um jantar entre amigos.

O primeiro passo é começar um mapa mental com a idéia central no nó inicial. No exemplo, "Jantar em minha casa". Logo depois, colocamos as idéias relacionadas sem grande preocupação com sua disposição.

Uma imagem deste primeiro passo pode ser vista ao lado. Para ampliá-la, clique sobre o mapa mental.

Segundo passo

Exemplo de um segundo momento de um mapa mental para um jantar. Clique sobre a figura para ver maior.
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Exemplo de um segundo momento de um mapa mental para um jantar. Clique sobre a figura para ver maior.

Após estar satisfeito com as idéias principais, estas devem ser agrupadas pela sua semelhança e hierarquia. Recomenda-se também que cores sejam utilizadas já nesta fase. Um ótimo recurso do Freemind é o uso de nuvens circulando os galhos. Para isso, selecione um dos itens e pressione as teclas Control + Shift + B.

Ao lado temos um exemplo do segundo momento na organização do jantar, já com alguma hierarquia e nuvens.

Terceiro passo

Exemplo final de um mapa mental para um jantar. Clique sobre a figura para ver maior.
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Exemplo final de um mapa mental para um jantar. Clique sobre a figura para ver maior.

Depois de organizado conforme o exemplo anterior, o passo seguinte é trabalhar melhro cada um dos galhos da árvore. Deve-se passar por todos os galhos, buscando os restringir o máximo possível.

Ao final do processo de elaboração de um mapa mental, todas as idéias que passaram pela cabeça do autor estarão devidamente trabalhadas e organizadas, facilitando muito o trabalho de colocar o projeto em prática.

Mas um mapa mental pode ser utilizado não apenas para se pensar o projeto em seu início. Ele pode servir também para o acompanhamento das tarefas. Não é a ferramenta mais adequada para isso, mas nada impede que, com o uso de imagens adequadas, seja possível marcar tarefas como cumpridas ou não.

No exemplo à direita vemos o mapa mental final da organização do jantar. Ele foi utilizado também, neste exemplo, para fazer um breve acompanhamento do projeto, indicando algumas decisões tomadas.

Faça algumas experiências com os mapas mentais. Cada pessoa tem sua própria forma de raciocinar, logo, dois mapas mentais produzidos para um mesmo projeto podem ser totalmente diferentes um do outro, se realizados por pessoas distintas. Assim, o ideal é praticar com os mapas mentais para se acostumar com a ferramenta, não para moldar a forma de pensar, mas para saber como reproduzir e organizar seus pensamentos com o uso de um software.

No próximo capítulo aplicaremos as técnicas de Gestão de Projetos, de Metodologia de Pesquisa e de mapas mentais conjuntamente, visando a elaborar um plaejamento de um trabalho acadêmico ou uma pesquisa.

Organização deste texto

Para facilitar a leitura, dividimos este texto em capítulos:

  1. Metodologia de Pesquisa:
  2. Metodologia de Pesquisa: leitura recomendada
  3. Metodologia de Pesquisa: gestão de projetos
  4. Metodologia de Pesquisa: mapas mentais. Esta capítulo.
  5. Metodologia de Pesquisa: prática